A atual abundância e descentralização do conhecimento têm como conseqüência o surgimento cada vez mais frequente de novas fontes de informação. Hoje, temos acesso a bibliotecas, acervos diversos e muito mais a distancia de um clique do mouse ou alguns toques no smartphone.
Se por um lado esta explosão de formas de disseminação do conhecimento contribui para a popularização do acesso ao mesmo, por outro, traz consigo a dúvida sobre a veracidade da informação tratada: há alguns anos atrás, era muito mais fácil acreditar no que era lido em livros que demoravam meses a serem escritos do que hoje, quando lemos a notícia quase em “real-time”.
A atual dinâmica do compartilhamento de conhecimento faz com que qualquer simples pesquisa sofra os efeitos da chamada “certeza da incerteza”: em um primeiro momento observa-se a dificuldade de se discernir a veracidade da informação tratada; uma vez ultrapassado este obstáculo, atingimos um estado em que temos um aceitável nível de certeza mas, é neste momento que se percebe que a pergunta inicial, motivadora da pesquisa, é substituída por várias novas perguntas que surgiram a partir da abundância de informação trabalhada durante o processo de busca. Assim, em qualquer processo de construção de conhecimento podemos ter apenas duas certezas: a primeira, parafraseando J.A. Wheeler, é o fato de que a nossa ignorância aumenta à medida que cresce nosso conhecimento; a segunda é que nenhum conhecimento adquirido é tão verdadeiro que não possa ser modificado num futuro próximo.
Como evitar ou pelo menos amenizar o risco de estar trabalhando com informações pouco confiáveis? Como filtrar o que deve ser analisado para evitar que a abundância de informação desvie o foco da busca e deixe o usuário da informação ainda mais perdido em meio a questões do que antes de iniciar a pesquisa?
Autor: Albert Douglas
Autor: Albert Douglas